Antes era
futuro do agora
que já foi
no reprise da tv
que não gravei
perdi a hora
morri na praia
siga aquele carro
compre o modelo novo
de felicidade
que estava a venda
na esquina, no céu
no azul da placa
que tem um nome
que se chama minha rua
que é nua
de flores
como a vida
de quem nada espera
mas eu sim
espero muito
tudo
do futuro
que faço agora acontecer
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Noitecência
à noite escureço
entristeço, alegro
rio, mar, cachoeira
de luz de estrela
que cai sem tocar
o chão a poeira
da minha cabeceira
que guarda meu sono
sonho como sou
serei rei de algum lugar
do ar, mar que afogo
rima palavra sílaba
letra por letra
num navio cantado
de fumaça e vapor
onde o sol se levanta
e ainda há esperança
de rimar sem nadar
mergulhar, afundar
a pena na tinta
o papel nesse véu
azul do céu
que vem me acordar.
entristeço, alegro
rio, mar, cachoeira
de luz de estrela
que cai sem tocar
o chão a poeira
da minha cabeceira
que guarda meu sono
sonho como sou
serei rei de algum lugar
do ar, mar que afogo
rima palavra sílaba
letra por letra
num navio cantado
de fumaça e vapor
onde o sol se levanta
e ainda há esperança
de rimar sem nadar
mergulhar, afundar
a pena na tinta
o papel nesse véu
azul do céu
que vem me acordar.
domingo, 20 de outubro de 2013
Autobiografia de um eu desconhecido
"E nunca antes ouvi tantas sirenes ao longe como hoje. Há tanta dessa tal vida lá fora, que quando silêncio, nem me dou conta. Há tantos velejadores nesse mar sem vento que é o viver, há tanta coragem em seus olhos, mas medos tão grandes perturbam seu descanso.E nada mais sei dizer da vida, pois de nada andei, velejei, voei o suficiente para contar detalhes. O que me resta é içar velas e cada ilha que encontrar pelo caminho fazer um porto, uma capela, e história para contar."
Projeto novo, que contarei a tentativa de construção de si mesmo por alguém que é estranho de seus sentimentos e do mundo. Questionar o sentido e o que é tudo que se passa dia após dia, pela janela, na rua, no banco de um ônibus. Encontrar-me-ei.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Cata, vento, a rima solta, venta
Pobre de mim
que saí ao vento
queria ouvir o segredo
do mundo lá fora
que a brisa carrega
e procuro agora
esse pobre de mim
que não sabe escutar
na tarde que cai
o que a vida vem falar
e o vento que vai
levar minha rima
até lá longe
onde
não vejo
mas sinto que
se alguém escutar
vai vir a falar
'pobre de mim'.
que saí ao vento
queria ouvir o segredo
do mundo lá fora
que a brisa carrega
e procuro agora
esse pobre de mim
que não sabe escutar
na tarde que cai
o que a vida vem falar
e o vento que vai
levar minha rima
até lá longe
onde
não vejo
mas sinto que
se alguém escutar
vai vir a falar
'pobre de mim'.
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