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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Noitecência

à noite escureço 
entristeço, alegro
rio, mar, cachoeira
de luz de estrela
que cai sem tocar
o chão a poeira
da minha cabeceira
que guarda meu sono
sonho como sou
serei rei de algum lugar
do ar, mar que afogo
rima palavra sílaba
letra por letra
num navio cantado
de fumaça e vapor
onde o sol se levanta
e ainda há esperança
de rimar sem nadar
mergulhar, afundar
a pena na tinta
o papel nesse véu
azul do céu
que vem me acordar.

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